ah, olá!
é impressionante como a arte nos desperta um sentimento tão grandioso, talvez apequenado, um alívio ou até mesmo um aperto, mas de certo, mexe com a gente de maneiras extraordinárias. eu não sei explicar. sou apaixonado em algumas trilhas sonoras originais, aquelas que costumam complementar as cenas de um filme ou série que você já assistiu. gosto de escutá-las mesmo sem a cena para acompanhar. escutá-las e sentí-las.
amo demais o conceito de leitmotif na música, um tema musical breve e recorrente que pode estar atribuído a algo – um personagem, uma situação, um lugar, uma ideia, enfim, um motivo. não sou tão familiarizado assim com esse universo, então posso ter me enganado em algum detalhe nessa definição. gosto de perceber os leitmotifs nas trilhas, variando de acordo com os cenários, às vezes encaixados sorretairamente por entre as estruturas musicais, como uma pista, um segredo, um tijolinho riscado em uma parede.
alguns personagens tem instrumentos reincidentes, além das melodias. em Steven Universo (2013), por exemplo, as características na sonoridade do Steven estão relacionadas aos jogos eletrônicos, uma percussão específica na da Ametista, graves na da Garnet, piano na da Pérola e assim por diante. é mágico quando aquela mesma melodia aparece de novo numa roupagem nova, mais melódica, épica ou entrelaçada com outra melodia.
me pego imaginando como seria se cada um de nós tivesse esse tipo de sonoridade "personalizada", não de uma forma imutável, mas que também variasse em correspondência aos nossos estados de espírito. na verdade, isso meio que já acontece no meio musical. se eu fosse músico, acho que gostaria de compor pequenas melodias que pudessem representar minha percepção de algumas pessoas, lugares...
aqui tem alguns dos meus temas favoritos até então!